O problema do atual acordo ortográfico é, do nosso ponto de vista enquanto naturais do país de origem, assentar numa etimologia de línguas que sucederam ao Português (brasileiro, angolano, moçambicano, etc.) e não, como antigamente, em línguas que o antecederam: latim, grego, árabe, etc. Talvez sejamos nós como um romano, um grego ou um árabe que ficasse confuso, por haver outros que falavam a sua língua de forma diferente. Mas será sempre difícil haver acordo, se não houver lógicas de funcionamento ou evolução da língua que sejam coerentes e compreensíveis.
E a Ana não consegue compreender que em questão não está a mudança da língua, mas a natureza da mudança preconizada pelo acordo. Acientífica, ilógica, incongruente e ambígua. Inclusivamente, um dos pais do acordo, Malaca Casteleiro, reconheceu recententemente que o AO «não é perfeito, não unifica completamente a ortografia, porque não foi possível e tem algumas incongruências.» (http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/adversarios-do-acordo-ortografico-reclamam-referendo-1692912?page=-1) Pense antes de publicar.
Pensar penso nisso todos os dias enquanto professora de Português. Pesando os prós e contras e sem fundamentalismos. Penso que a língua é como um organismo vivo tal como nós seres humanos que a usamos. Por vezes não científicos, ilógicos, incongruentes e ambíguos. E em constante mudança.
O problema, a existir problema, é acreditarem, os normais utilizadores atuais da língua, que sabem o que efetivamente não sabem e, por isso, dizerem sempre erradamente quando dizem. Da imutabilidade da língua, enquanto sistema, à mudança eviterna e viva da fala, sem privilégios de quem a realiza oralmente, diz o Acordo e bem,
O problema do atual acordo ortográfico é, do nosso ponto de vista enquanto naturais do país de origem, assentar numa etimologia de línguas que sucederam ao Português (brasileiro, angolano, moçambicano, etc.) e não, como antigamente, em línguas que o antecederam: latim, grego, árabe, etc.
ResponderEliminarTalvez sejamos nós como um romano, um grego ou um árabe que ficasse confuso, por haver outros que falavam a sua língua de forma diferente.
Mas será sempre difícil haver acordo, se não houver lógicas de funcionamento ou evolução da língua que sejam coerentes e compreensíveis.
E a Ana não consegue compreender que em questão não está a mudança da língua, mas a natureza da mudança preconizada pelo acordo. Acientífica, ilógica, incongruente e ambígua. Inclusivamente, um dos pais do acordo, Malaca Casteleiro, reconheceu recententemente que o AO «não é perfeito, não unifica completamente a ortografia, porque não foi possível e tem algumas incongruências.» (http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/adversarios-do-acordo-ortografico-reclamam-referendo-1692912?page=-1)
ResponderEliminarPense antes de publicar.
Pensar penso nisso todos os dias enquanto professora de Português. Pesando os prós e contras e sem fundamentalismos. Penso que a língua é como um organismo vivo tal como nós seres humanos que a usamos. Por vezes não científicos, ilógicos, incongruentes e ambíguos.
EliminarE em constante mudança.
O problema, a existir problema, é acreditarem, os normais utilizadores atuais da língua, que sabem o que efetivamente não sabem e, por isso, dizerem sempre erradamente quando dizem. Da imutabilidade da língua, enquanto sistema, à mudança eviterna e viva da fala, sem privilégios de quem a realiza oralmente, diz o Acordo e bem,
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